CIO Edge Brasil Entrevista com Marco Cardoso, CIO da Theraskin Pharma Brasil

Nas semanas anteriores ao nosso evento CIO Edge Brazil, dia 5 de maio em Pullman Ibirapuera Hotel São Paulo, estaremos compartilhando as nossas ideias sobre a indústria com vários palestrantes. A seguir está a entrevista com Marco Cardoso, CIO da Theraskin Pharma Brasil

CIO – Sendo o CIO do Brasil, você pode nos dizer quais são suas principais responsabilidades? Responsabilidades chave:

MC – Como Head da área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Theraskin, sou responsável em conjunto com a equipe pelo suporte, infraestrutura, segurança, governança e sistemas da empresa. Além disso, a responsabilidade pelo Planejamento Estratégico de TI, pela arquitetura tecnológica e pela busca de inovações, sejam de processos ou dos negócios.

CIO – Como as prioridades de negócios da Theraskin mudaram durante a pandemia do COVID-19?

MC – Nós já vínhamos com projetos de inovação na Theraskin. É importante dizer que a Theraskin possui em seu DNA a inovação. Fomos a primeira empresa farmacêutica da América Latina a utilizarmos inteligência artificial, mudamos toda nossa plataforma de suíte de escritório (Google Workspace) muitos anos atrás para Cloud, e agora somos uma das primeiras empresas a usarem o BI Moderno DOMO. Durante a pandemia, lançamos a plataforma Theraskin Conecta de educação continuada para os médicos, lançamos dois produtos Euryale C e Euryale QR ambos com utilização de IA, colocamos toda a equipe de escritório, visitação médica e visitação ao ponto de venda trabalhando em Home Office de forma muito tranquila, intensificamos a adoção de plataforma de visitação médica digital CloseUP Call, e fomos reconhecidos com duas premiações Lupa de Ouro do Sindusfarma pelo nosso projeto de Inteligência de Mercado e de Trade Marketing. 

CIO – Quais foram os principais desafios para entregar suas operações regionais de TI com sua equipe trabalhando em casa?

MC – Não tínhamos a cultura do Home Office, e mudar cultura é um tanto complicado, mas se houve algo de positivo na pandemia foi a aceleração da Transformação Digital. Como comentei a Theraskin costuma ser pioneira em muitos aspectos de tecnologia então estávamos bem preparados para o day closed em março de 2020, no dia seguinte todos estavam trabalhando de casa. O desafio foi organizar as inúmeras reuniões, os horários estendidos e conciliar com as atividades de casa. Foi perceber e entender que cada indivíduo tinha uma situação diferente a enfrentar. Havia colaboradores com filhos em casa, que no primeiro momento não tinham aula e exigiam atenção, outros moravam sozinhos e não cozinhavam se alimentavam em nosso restaurante, portanto cada uma tinha uma história e um processo de adaptação. Esse processo na minha opinião foi o maior desafio. 

CIO – Como você acha que o ecossistema empresarial brasileiro está preparado para se recuperar e avançar da situação recente?

MC – Temos ótimas iniciativas acontecendo inclusive pela grande participação de CIOs nos boards das empresas. Com o advento de colocar a Transformação Digital na estratégia das empresas, muitas vêm implantando projetos inovadores e disruptivos. Vemos Unicórnios nacionais despontando, empresas de tecnologia com iniciativas de inclusão social muito interessantes e o setor agropecuário sendo destaque, mas ainda assim, não há uma coordenação nacional acontecendo para que possamos colocar o Brasil em país de destaque na área de Tecnologia. Como temos um país muito diverso e com muitas diferenças ainda assim são poucas as iniciativas de sucesso.

CIO – O Brasil está no final das tabelas de competitividade digital, por que, na sua opinião, o Brasil está atrás e o que ele pode fazer para se tornar mais competitivo ?

MC – Como todo país é necessário ter continuidade em políticas de incentivo a tecnologia, industrialização, ao pequeno e médio empresário, às startups e principalmente à educação. Esse item deveria ter uma atenção especial, estamos em todos os rankings de educação muito mal colocados e sabemos que não é falta de dinheiro, e sim de organização. Precisamos resgatar e preparar melhor nossos professores, investir em infraestrutura e voltarmos a ter cursos técnicos de alto nível. 

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CIO – Como as organizações corporativas podem superar a escassez de habilidades de TI?

MC – Enquanto não temos algo organizado de cima para baixo, do Estado para o cidadão, cada organização precisa montar seus programas de educação continuada e de diversidade, construir e apoiar os Labs, sejam próprios, sejam outros que a iniciativa privada vem conduzindo. Hoje temos cursos disponibilizados pelas grandes corporações como Google, Microsoft, Startse e outras tantas de forma gratuita.

CIO – Como líder de TI conduzindo as iniciativas de Tecnologia, em sua opinião, quais tecnologias agora ajudarão as empresas a prosperar no mundo do “novo normal” ?

MC – Todas as tecnologias (Iot, Cloud, IA, APPs, Realidade aumentada, Realidade Virtual, Blockchain, Analytics e etc) precisam ser estudadas e implementadas. Hoje mais do que nunca quem manda nos negócios é o consumidor. Ele tem acesso a tanta informação, que precisamos das tecnologias para estar e entregar produtos e serviços de qualidade onde e como eles desejam, portanto, as empresas que não tiverem o consumidor no centro de sua atenção certamente ficarão para trás.  

CIO – Se você não trabalhasse em TI, qual teria sido sua 2ª escolha de carreira?

MC – É bem difícil dizer, mas gosto muito de poder ajudar empresas que estejam em dificuldades, gosto de problemas, então os processos de Turnaround Management me fascinam, então creio que estaria fazendo isso.

Os líderes de TI e CIOs podem verificar a agenda e reservar um passe livre no link abaixo (as passes do evento não estão disponíveis para provedores de solução ou consultorias) …

Para se inscrever, visite : www.cio-edge.com

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